Para quais tipos de infraestrutura a EVA‑Climat foi desenvolvida?
A EVA‑Climat pode ser aplicada ao reforço da resiliência de todas as infraestruturas com impacto relevante em um território: rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, bem como infraestruturas de energia elétrica e de água (abastecimento e drenagem).
Em quais dados se baseia a análise de vulnerabilidade?
A EVA‑Climat se baseia principalmente em dois tipos de dados: climáticos e de infraestrutura. Os dados climáticos são provenientes de serviços meteorológicos nacionais, como o Météo‑France, bem como de projeções climáticas baseadas em cenários do IPCC.
Quanto aos dados de infraestrutura, utilizam-se informações fornecidas pelo gestor ou gerente do projeto, especialmente dados de projeto (conforme o nível de detalhamento disponível) e bases de dados de incidentes, quando existentes. Essa coleta de dados é complementada por entrevistas e workshops.
Quais cenários climáticos são considerados e em qual horizonte temporal?
No que se refere aos cenários climáticos, a metodologia se baseia no TRACC +4°C e utiliza os cenários SSP2‑4.5 e SSP5‑8.5 do mais recente relatório do IPCC, bem como os cenários RCP 4.5 e RCP 8.5 (+4°C em escala global), quando a resolução dos SSPs não é suficiente.
O horizonte de projeção depende principalmente do tipo de infraestrutura, mas, de forma recorrente, são considerados: médio prazo (2041–2070) e longo prazo (2071–2100).
Em que momento do ciclo de vida da infraestrutura a EVA‑Climat deve ser aplicada?
Quanto mais cedo for possível avaliar a vulnerabilidade de uma infraestrutura frente ao clima futuro, maiores serão as alternativas de intervenção para melhorar sua resiliência.
No entanto, diante dos desafios de manutenção de ativos em operação, a metodologia também permite atuar em infraestruturas existentes, propondo planos de adaptação específicos.
Em resumo, a EVA‑Climat atua ao longo de toda a cadeia de valor da infraestrutura — desde a identificação de necessidades até o projeto e a operação.
Quais são os tipos de medidas de adaptação?
Para cada componente de infraestrutura que demande um plano de ação, podem ser propostas cinco categorias principais de medidas de adaptação:
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Medidas de “wait and see” (observar e agir posteriormente): pressupõem que o risco pode ser gerenciado com os procedimentos atuais, sendo o conhecimento e a qualificação do risco uma primeira forma de adaptação.
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Medidas de redução de incertezas e monitoramento de impactos: visam aprimorar o entendimento dos riscos antes da adoção de ações específicas, por meio de estudos dedicados, por exemplo.
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Medidas de resposta emergencial: consistem na implementação de planos de contingência para restabelecer a operação da infraestrutura o mais rapidamente possível após a ocorrência de eventos críticos (estratégia reativa).
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Medidas de reforço da manutenção preventiva: estratégia proativa voltada a evitar danos significativos à infraestrutura.
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Reforço estrutural da infraestrutura: quando a integridade do ativo está em risco e a manutenção reforçada se mostra insuficiente, pode ser necessário intervir diretamente na estrutura.