À medida que os sistemas digitais se tornam cada vez mais incorporados às operações rodoviárias, os riscos cibernéticos crescem proporcionalmente. Este guia apresenta oito ações essenciais — baseadas nas melhores práticas do setor — para ajudar operadores rodoviários a fortalecer suas defesas, responder a incidentes e proteger a segurança pública.
Os ataques cibernéticos estão aumentando globalmente e a infraestrutura está entre os alvos. Em seu relatório Threat Landscape 2025, a Agência da União Europeia para a Segurança das Redes e da Informação (ENISA) analisou 4.875 incidentes do ano anterior e constatou que 7,5% afetaram a infraestrutura de transporte. Entre as principais preocupações estão ransomware, roubo de dados e interrupção de serviços críticos.
À medida que as organizações continuam investindo em infraestrutura digital, sua superfície de ataque aumenta, criando novos pontos cegos e fragilidades na supervisão. A ENISA relata que 42% das ameaças analisadas tiveram como alvo dispositivos móveis, sendo os dispositivos Android os mais afetados. Valor relevante, comparado a ameaças na web (27%), à tecnologia operacional (18%) e à cadeia de suprimentos (11%).
O setor de transporte é um dos mais visados e expostos devido à sua dependência de sistemas digitais, dispositivos IoT e serviços interconectados de terceiros, todos contribuindo para uma rede complexa de vulnerabilidades. Um único ataque pode interromper serviços, colocar vidas em risco, comprometer a arrecadação de pedágios e desorganizar cadeias de suprimentos. Esse cenário explica por que o setor de transporte é um foco central da Diretiva Europeia NIS 2, que em breve imporá obrigações reforçadas de cibersegurança, gestão de riscos e resposta a incidentes para entidades essenciais e importantes.
Em setembro de 2024, a Transport for London (TfL) sofreu um ataque cibernético que expôs dados de 5.000 clientes e obrigou 30.000 funcionários a redefinirem suas credenciais de TI. Sistemas operacionais críticos foram impactados, incluindo câmeras de tráfego, reservas digitais, bilhetagem por aproximação e processamento de pagamentos. (Fonte: WISDIAM)
Como a Egis apoia suas atividades de O&M?
A Egis oferece um roteiro de cibersegurança testado e aprovado, com ciclos contínuos de melhoria, além do Cybersecurity Startup Kit — ambos componentes valiosos do conjunto de ferramentas de resiliência digital para suas atividades de operação e manutenção rodoviária.
O roteiro inclui
- avaliação de risco de alto nível com geração de pontuação;
- plano de ação validado para tratar lacunas e fragilidades;
- auditoria presencial baseada em evidências (com reavaliação e atualização do plano);
- testes de vulnerabilidade e de intrusão (penetration testing);
- avaliação red team — configurando uma abordagem totalmente integrada.
Nossas auditorias comparam as práticas atuais com frameworks reconhecidos, como ISO 27001 ou NIST. A auditoria mede a capacidade da organização de prevenir, detectar e se recuperar de ataques. Também podemos avançar e testar a resposta a incidentes por meio de exercícios simulados (tabletop exercises).
O Startup Kit abrange requisitos organizacionais, políticas e processos, e disponibiliza documentos, modelos e procedimentos prontos para uso. Trata-se de uma excelente ferramenta para organizações que ainda não possuem certificação em outros frameworks e que precisam de um ponto de partida sólido. A continuidade de negócios também é contemplada no kit.
Desenvolvendo resiliência
Uma auditoria clara e repetível de maturidade fornece aos gestores um roteiro baseado em evidências. Ela ajuda a identificar onde investir para reduzir os maiores riscos, além de apoiar o cumprimento de regulamentações e expectativas de parceiros. Clientes e reguladores exigem cada vez mais comprovações de controles, e essas ferramentas de suporte são parte essencial desse processo.
Mesmo com as melhores defesas implementadas, é provável que alguns incidentes ocorram. Portanto, o foco deve estar em desenvolver a capacidade de recuperação rápida e garantir a continuidade dos serviços rodoviários sob pressão. Isso pode incluir o uso de gêmeos digitais, a manutenção de backups em papel e o desenvolvimento de sistemas capazes de degradar de forma controlada, em vez de falhar completamente quando comprometidos.
Oito fundamentos de cibersegurança para operadores rodoviários
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Escolha um framework a ser seguido (Egis Startup Kit, NIST CSF, CIS Controls etc.) e aponte um responsável ao nível do conselho para o risco cibernético, garantindo que as equipes de operação rodoviária compreendam como incidentes cibernéticos podem afetar o fluxo de tráfego, a segurança e a resposta a emergências.
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Defina um plano de ação para o fortalecimento de redes e sistemas (por exemplo, segmentação entre redes de TI e OT e aplicação de controles em sistemas expostos à internet e administrativos).
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Implemente sistemas de controle de acesso e gestão remota para engenheiros e contratados que atuam em equipamentos de campo, semáforos e controle de túneis. Considere também comunicações separadas baseadas em rádio para equipes de campo, a fim de garantir coordenação durante incidentes cibernéticos (ou apagões) que afetem redes corporativas ou públicas.
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Garanta a detecção, o monitoramento e a resposta a incidentes, incluindo identificação de anomalias, alterações não autorizadas ou comportamentos típicos de ransomware em sistemas e servidores.
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Desenvolva e teste planos de resposta a incidentes, bem como planos de continuidade de negócios e recuperação de desastres para diversos cenários.
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Revise modos de operação resilientes (fail-operational) para sistemas críticos, como semáforos e ventilação de túneis.
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Reforce a segurança na cadeia de suprimentos e em dispositivos conectados (sensores rodoviários, câmeras, painéis de mensagem, monitoramento de túneis).
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Envolva as equipes em treinamentos e ações de conscientização para desenvolver habilidades na identificação de phishing ou comportamentos anormais de sistemas. Da mesma forma, realize exercícios para testar respostas a ataques e validar a eficácia dos planos de contingência.
