Mapeando os riscos da aviação do futuro
Para validar os resultados, foi criado um grupo de trabalho com 15 especialistas do setor de aviação.
Além disso, foram identificados temas transversais com potencial de exercer influência significativa sobre a segurança da aviação no futuro.
Tema 1: Previsão de riscos em sistemas complexos
Realizar análises quantitativas preditivas de segurança em um sistema tão complexo quanto a aviação já representa um desafio significativo. E tem se tornado ainda mais desafiador para o futuro.
Trata-se de uma área emergente de conhecimento, desenvolvida em parceria com a Universidade de York, a Royal Academy of Engineering e a Lloyd’s Register Foundation.
Tema 2. Gestão da segurança em múltiplas operações
À medida que novos operadores e provedores de serviços forem incorporados ao ecossistema da aviação, será fundamental compreender como suas operações podem impactar a segurança do sistema como um todo.
Isso porque, com tantos agentes no sistema, objetivos de segurança de uma organização podem entrar em conflito com os de outra, caso não exista uma coordenação adequada.
Dentro desse contexto, o estudo ampliou a análise para considerar diferentes tipos de risco, incluindo: segurança operacional, segurança contra ameaças e interferências e impactos ambientais e como gerenciar esses riscos de maneira mais integrada. A proposta foi desenvolver abordagens mais integradas para a gestão desses riscos de forma coordenada.
Tema 3. Como humanos e IA podem trabalhar juntos
Conforme os voos ficam cada vez mais autônomos, Inteligência Artificial e Machine Learning transformarão significativamente o papel de humanos nas operações.
Humanos passarão a supervisionar sistemas autônomos em suas organizações, além de interagir com sistemas autônomos externos. Também será necessário garantir que os sistemas sejam capazes de manter o controle e lidar com situações anormais de forma segura, mesmo diante de falhas ou condições imprevistas.
Tema 4. Infraestrutura física e digital como habilitadora do futuro
As infraestruturas físicas e digitais precisarão evoluir para suportar as operações previstas pelo programa Future Flight e ao mesmo tempo seguir resiliente a ameaças cibernéticas.
Os cenários analisados contemplaram, por exemplo, a implantação de novos vertiportos e infraestrutura para recarga que serão necessários para acomodar os novos equipamentos
O principal desafio identificado consiste em administrar os impactos na segurança dentro de um ecossistema altamente diversificado, no qual diferentes usuários, equipamentos e infraestruturas compartilharão o mesmo espaço aéreo.